Quando a escrita transforma dor em voz

Existem livros que informam. Outros atravessam. A luta pela inclusão, de Helica Magalhães, pertence àquelas obras que não terminam na última página, porque continuam ecoando dentro do leitor muito depois da leitura.

Um relato sobre fé, superação e mudança interior

Há livros que nascem para contar uma trajetória. Outros carregam o desejo de testemunhar uma transformação. EU ODEIO CRENTE!: Era o que eu dizia antes de me converter ao Evangelho, escrito por Gutemberg Bezerra de Freitas, parte justamente desse movimento de ruptura entre passado e recomeço, conduzindo o leitor por uma narrativa marcada por conflitos internos, superação pessoal e redescoberta da fé.

Uma história sobre sonhos, identidade e pertencimento

Há livros infantis que contam histórias. Outros acolhem, representam e deixam sementes importantes no coração das crianças. Era uma vez uma menina preta, de Fabiana Cardeal, nasce justamente desse encontro entre literatura, afeto e identidade.

Quando a Esperança Fica Por Um Fio

A história de uma pediatra que aprendeu a viver entre perdas, fé e a descoberta de que o silêncio pode ser tão doloroso quanto a própria dor

A REVOLTA DAS PALAVRAS

Algumas palavras sofrem de crise de identidade. Com uso e desuso, desgastam-se e, com o passar dos anos, ressignificam-se. Cansadas de serem ditas por qualquer boca, de terem seus significados perdidos ou deturpados e escritas em qualquer postagem de rede social, elas decidiram se revoltar. O clima era de um autêntico desgosto palavral. Reunidas em assembleia, cada uma expressou seu descontentamento.

O Tempo que nos Ensina a Voar

Você já parou para pensar em como explicamos a passagem do tempo para as crianças? Em um mundo que muitas vezes cultua apenas a juventude e a pressa, falar sobre envelhecimento e sabedoria com os pequenos é um desafio e tanto. Mas é exatamente esse o voo delicado que a autora Celina Bezerra nos convida a fazer em sua mais nova obra, Cuco, o passarinho de 100 anos.

Quem Limpa o Palco Depois que os Holofotes se Apagam?

Existe uma cena que ninguém quer ver. Aquela que acontece depois que as cortinas caem, quando os aplausos cessam e os atores deixam o palco. É quando alguém precisa entrar — sozinho, silencioso — para limpar o que ficou para trás. Os resíduos, a poeira, as marcas do que foi vivido. Essa é a metáfora poderosa que Cláudio Antonio Mendes nos oferece em O Faxineiro do Teatro, uma coletânea de 48 poemas que fala sobre aqueles que vivem nas sombras enquanto o mundo brilha em outro lugar.

A Força de Quem Pinta a Própria História

Quando falamos sobre a importância da representatividade na literatura infantil, muitas vezes esquecemos de olhar para quem está segurando a caneta. Afinal, quem são as vozes que estão ajudando nossas crianças a desenharem suas próprias identidades? No caso da emocionante obra Milena e o Lápis de Cor, essa voz pertence a uma mulher cuja trajetória é tão inspiradora quanto as histórias que ela cria: Cláudia Gomes.

A Coragem de Caminhar com a Própria Dor

Existem jornadas que fazemos com os pés, e existem jornadas que fazemos com a alma. Na maioria das vezes, as duas acontecem ao mesmo tempo, mas só percebemos isso quando o cansaço físico nos obriga a silenciar a mente. É exatamente sobre esse silêncio transformador que Marco Chaia nos fala em seu livro Diário de um estoico no caminho – Uma história entre o Caminho de Santiago e o Estoicismo.

A Poesia do Cotidiano

Você já parou para pensar que a verdadeira poesia não mora nas palavras difíceis ou nas rimas perfeitamente calculadas, mas sim nas frestas do nosso dia a dia? A poesia está no café que esfria na mesa, no olhar cansado de quem volta do trabalho, na saudade de um tempo que não volta mais. É exatamente essa a sensação que nos invade ao mergulhar na obra de Manoel Alves Calixto, especialmente em O poema que você não leu.